Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Roteiro, pensamentos, confissões de um engate...... Parte Um

 

 

 

Gajo
 
Há muito que jogamos um jogo de desejo mal escondido entre meias palavras. Brincamos ao gato e ao rato alternando os papéis. Ambos sabemos que apenas estamos a adiar o inevitável. O desejo é mútuo: quero-te tanto quanto tu a mim. Por isso, decidi tomar as rédeas do jogo. Peguei no telefone e escrevi: "Jantar em minha casa às nove?"Sei que vais aceitar, que vais ler a sms com um sorriso nos lábios e um frio na barriga. Hoje vamos ser um só numa fusão perfeita de corpos, gemidos, e desejo. Pensei nos detalhes demoradamente, ementa, ambiente, música, bebidas, roupa da cama, perfume a usar, roupa a vestir, carro a levar, é mais que sexo que quero de ti, quero a tua essência quero-te de corpo e alma, Sorri confiante, fumei um cigarro e dei largas a imaginação.
 
 
Gaja

 

Tu sabias que me ias deixar louca quando me mandaste a mensagem. “Jantar às nove?”, li no visor. Ri-me, com um misto de excitação e nervosismo. Hesitei. Estava indecisa sobre que resposta te havia de dar. Não sabia o que esperar dali.

Decidi tomar um longo banho perfumado e reflectir sobre que resposta daria.

 

Acabei por seguir o meu instinto. Peguei no meu telemóvel e respondi: “Espera-me à porta de minha casa”.

O momento da escolha da roupa adivinhava-se particularmente difícil. Optei por um vestido de seda vermelho, aberto à frente, que realçava as minhas curvas e o meu peito. Pintei os olhos de forma a realçá-los, avivei os lábios com um gloss apetitoso e perfumei-me com o meu aroma favorito.

 

Conforme desci as escadas, vi-te encostado à porta. Antes de te surpreender, abri mais um botão do decote, deixando entrever os seios.  

Abri a porta, e tu olhaste para mim com os teus belos olhos a mostrarem agrado.  

 

- Olá! - cumprimentei-te eu, esboçando um sorriso.

 

- Olá, miúda sensual - vi que me olhavas com desejo, o meu olhar  não escondia que estávamos em sintonia. Dei-te um beijo meio na cara meio nos lábios, sem desviar o olhar.

 

- Estás deliciosamente bem cheiroso! - comentei com voz enrouquecida pelo desejo que aquele beijo provocou em mim.

 

- Achas? - perguntei sem desviar o olhar

 

- Hum.. hum..! Murmurei mordiscando o lábio inferior e lançando-te um olhar malicioso.

 

Sorri, comentei que estavas fantástica em todos os pormenores, toquei o teu rosto ao de leve com a mão começando por debaixo da orelha descendo até ao pescoço e subindo até aos lábios, com olhar provocador e perdido algures no teu decote

 

 

O teu toque provocou-me um arrepio e tu percebeste. Baixei os olhos e comecei a andar à tua frente lenta mas provocadoramente. Sabia que o saltitar dos meus cabelos e as minhas pernas com aqueles sapatos te enlouqueciam.

 

Sabia que ias olhar para trás para ver a minha reacção, tirei a rosa que tinha escondida no casaco, e fiquei no mesmo sítio a brincar com a flor na mão.

 

 

Sentindo que não me seguias, olhei para trás para te perguntar se vinhas. Foi então que reparei que seguravas uma bela rosa… Olhei para os teus olhos e depois para a rosa esperando que me dissesses algo.

 

Esqueceste algo” disse eu, sem sair do mesmo sítio……….

 

Perguntei se a rosa era para mim, conforme me aproximava de ti. Segurei na rosa e rocei os meus lábios na tua face, dando-te um beijo para te agradecer.

 

Disse que sim, enquanto desviava os lábios que procuravas, parti o caule e coloquei a flor no teu cabelo, que aproveitei para acariciar, senti a tua respiração ficar mais acelerada, semicerrei os olhos e murmurei “vamos”.

 

Respondi-te que sim baixinho. Tu sabias o quanto mexias comigo. E aquela provocação começava a alterar-me.

 

Senti o quanto me querias, peguei na tua mão e puxei-te, para bem perto de mim e comentei que o Light Blue era um dos meus perfumes favoritos, e que na tua pele ficava ainda mais sedutor.

 

A tua proximidade agradava-me. Gostava quando tu me agarravas assim, sabia que hoje me ias fazer tua.

 

Os teus olhos destilavam desejo. Passei o braço pela tua cintura e fomos ate ao carro, abri te a porta e os teus olhos bateram no ramo com 11 rosas que estavam no banco.

 

Olhei para ti agradavelmente surpreendida, ofereci-te o meu mais belo sorriso, segurei nas rosas e sentei-me.

 

Antes de fechar a porta, não escondi que percorria cada milímetro do teu corpo com o olhar, beijei-te os lábios primeiro suavemente, e depois com desejo quando me puxaste para ti.

 

Estava desejosa de sentir os teus lábios, de explorar a tua boca com a minha língua, de te mordiscar suavemente. Queria provar-te e deliciar-me, peguei na tua mão e passei-a ao de leve pela parte interior das coxas, estavas quente, gostei do teu toque.

 

A forma como me beijaste era o prenúncio da noite que se avizinhava. Entrei no carro, liguei a musica, escolhi Paulo Gonzo ao vivo, e arranquei em alta velocidade.

Sabia que te agradava uma condução rápida, olhavas para mim sem o mínimo de pudor, exalavas sensualidade por todos os poros.

 

Sentia-me embriagada pelo teu beijo, pelo teu cheiro, pelo teu ar másculo, por ti. Desejava-te e tu sabias. Encostei a minha cabeça ao banco e deixei-me levar, expectante.

 

Acariciei o teu pescoço, pelo caminho, alternando com beijos que se perdiam pela tua boca, até ao teu peito sempre que apanhava um sinal fechado.

 

Eu desejava que todos os sinais fechassem para te poder beijar, enterrando as minhas mãos nos teus cabelos, e sentir os teus lábios quentes a percorrerem o meu corpo.

Amiúde beijava-te suavemente o pescoço e acariciava-te a perna, encostando a minha cabeça no teu ombro, desejando que os teus lábios procurassem os meus.

 

Fui neste clima de loucura de chegamos a minha casa, ambos estávamos excitados pelo desejo, pela vontade da descoberta mútua, por arrancarmos a roupa um ao outro, por darmos largas às meias palavras. Parei o carro, saí para te abrir a porta, dei-te a mão para te ajudar a sair quando na realidade apenas queria um pretexto para te ter bem perto de mim. Rodei o teu corpo e abracei-te por trás, percorri com as mãos a tua barriga e parte das pernas, com os lábios o teu pescoço, ombros e costas, ouvi te murmurar que tinhas vindo jantar, mas pelos vistos o convite tinha sido enganoso…………… respondi que não, dei-te a mão e subimos.

 

 

 

 

 

 

 

 

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