Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Porque é assim que me sinto.

 

 

 

 

Sempre adorei o mar, navegar sem terra a vista por uns dias, olhar em redor e só ver uma imensidão de agua, desfrutar do por do sol em pleno oceano com a luz reflectida na agua é algo único. Sinto falta disto, foram muitos anos em que junto ao mar recarreguei baterias, encontrei pontos de equilíbrio em momentos de conflitos internos, onde vivi alguns dos melhores anos da minha vida.....................Por tudo isto sinto falta do mar, de vez em quando faço um cruzeiro para matar saudades, ainda recentemente estive para embarcar num, mas acabei por ficar em terra, e tanta falta estes dias me têm feito desde então.

Hoje............. estou a navegar............. mentalmente para me encontrar, são aguas revoltas que me rodeiam, que fazem parte do meu oceano imaginário e da minha realidade ao mesmo tempo. Mas hoje desliguei da realidade, ou da noção do que tinha por real, e cruzo um oceano imenso de mares revoltos, voo com a minha imaginação livre de amarras tão depressa alto ao ponto de tocar as nuvens, e no momento seguinte tão baixo que sinto a espuma salgada molhar me o rosto.

Vou ao reencontro do que deixe para trás, para voltar a ser livre, não sei se me ouves quando à noite chamo por ti, é quando estou envolto pela noite escura que mais sinto a tua falta, grito, choro, sinto-me a morrer sem ti, asfixio nas próprias lágrimas que deito pela tua ausência.

SERÁ QUE ME OUVES? SERÁ QUE PODES FICAR COMIGO? 

 

Sei que estou a navegar rumo a casa, no meio desta imensidão de mar sei que já navegas comigo no mesmo rumo, rumamos a casa por entre aguas revoltas para ser livre e estar contigo. 

Mas não navego rumo a deus, homem ou mulher alguma. Rumo em direcção a mim, à minha essência, ao meu ser, ou alma como lhe queiram chamar, rumo em direcção ao que deixei um dia num cais quando iniciei esta viagem em sentido contrario.

É POR ISTO QUE ESTOU A NAVEGAR RUMO A CASA...............................Estou a navegar rumo a mim próprio, a uma parte de mim que ficou um dia a ver me partir, que deu o seu lugar a outra alma e depois outra para que fossem as minhas almas gemeas, mas o lugar nunca foi ocupado, vivido, sentido, partilhado..............Quanto muito habitado, e quanto mais era o vazio, mais espaço eu arranjava para ser preenchido, acabei despojado de uma parte de mim sem a qual não posso ser livre, pois estou preso a algo que já não sou, e vazio porque o espaço continua desocupado.  Mas neste momento estou a navegar rumo a casa, e não me sinto sozinho, nem tão vazio....................................

 

 

 

 

 

Rod Stewart - Sailing

 

 

 

I am sailing, I am sailing,

home again, 'cross the sea.

I am sailing, stormy waters,

to be near you, to be free.



I am flying, I am flying,

like a bird, 'cross the sky.

I am flying, passing high clouds,

to be with you, to be free.



Can you hear me, can you hear me

through the dark night, far away,

I am dying, forever crying,

to be with you, who can say.



Can you hear me, can you hear me,

through the dark night far away.

I am dying, forever crying,

to be with you, who can say.



We are sailing, we are sailing,

home again 'cross the sea.

We are sailing stormy waters,

to be near you, to be free.



Oh Lord, to be near you, to be free.

Oh Lord, to be near you, to be free,

oh Lord

 

 

 

 

 

 

Sinto-me: RUMO A CASA
Estou com está musica na cabeça: Delfins: Sou como um rio

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